Caverna do Dragao
ou! UNI bale com medo. Bobby levanta seu tacape sobre sua cabeça. BOBBY - Eu já estou indo mana! Uma cabeça investe e agarra o tacape de Bobby, erguendo-o do chão. Ele balança, indefeso. BOBBY - Ahhh!! Eric se arrasta de quatro pelo chão pantanoso. Não há nada engraçado nisso, ele está rastejando pela sua vida. Então ele olha para cima e sorri com alívio repentino. 17 ERIC - Tudo bem! Tudo vai ?car bem agora! Eric aponta. Hank e Diana recuam cautelosamente perante outra cabeça serpenteante. Diana a mantém longe com sua vara. Hank tem uma ?echa preparada. Eles arriscam um olhar para cima e também sorriem com alívio. HANK - Mestre dos Magos! O Mestre dos Magos se encontra sobre uma saliência de rocha, olhando para baixo, para seus pupilos, os quais estão arranjados em um semicírculo com a Hydra no meio, suas cabeças balançando na ponta de seus pescoços serpenteantes. 18 GAROTOS - Mestre dos Magos, nos ajude! Tire-nos dessa! O senhor vai dar um jeito, não vai? O Mestre dos Magos olha para baixo com uma espressão carrancuda. MESTRE DOS MAGOS - Vocês entraram nisso sozinhos, meus jovens amigos... A expressão do Mestre dos Magos está mais do que carrancuda agora, está dura, impiedosa. MESTRE DOS MAGOS - Agora, saiam sozinhos! Ele se vira e pula da saliência, saindo da vista dos jovens. Eric olha perplexo para cima, sem crer e se desespera. 19 ERIC - O quê?! Eric dá um pulo de medo quando ouve o rugido da Hydra, que se aproxima rapidamente dele. Hank mergulha, jogando Eric no chão, fora do caminho de mais uma cabeça. Hank levanta Eric, que tem um expressão de quem se sente profundamente traído. ERIC - Eu não acredito! Ele nos desertou! A Hydra ruge novamente. HANK - Nós vamos nos preocupar com isso mais tarde, se houver um mais tarde! Ele dispara três ?echas de energia em rápida sucessão. Enquanto 20 isso, Presto, Sheila e Uni continuam acuados pelas cabeças da Hydra. Uma ?echa acerta a rocha que está ao lado deles, criando uma ?ssura através da qual eles se arrastam. Uni bale de medo. A segunda ?echa atinge o tacape de Bobby, ainda pendurado por uma das cabeças da Hydra. O impacto o liberta, ele cai e corre. Diana repele com esforço outra cabeça com sua vara. A terceira ?echa explode com um clarão diante dos olhos da Hydra, fazendo-a recuar, com surpresa. Diana salta sobre uma pequena rocha e corre. Os garotos se reagrupam, armas prontas diante dos movimentos ameaçadores que a Hydra faz novamente em direção a eles. Uni se aperta junto a Bobby. SHEILA - Ela continua vindo! O que 21 vamos fazer? Hank olha em volta em desespero, então aponta para algo ao longe. HANK - Por esse lado! Vamos! Hank começa a correr. Numa visão geral, vêem-se os garotos correndo, tropeçando em raízes e em trechos de lama, chapinhando através de poças doentias, ?cando com suas roupas presas em arbustos. Seus rostos estão amedrontrados. Uni galopa com eles. A Hydra está nos seus calcanhares enquanto eles correm por suas vidas. Os olhos de Hank estão ?xados em algo à frente. Por trás dele uma das cabeças quase o alcança. Logo à frente, um brejo com aparência repulsiva surge com uma grande poça de água verde 22 e viscosa que parece capaz de matar bacilos da peste bubônica. Os garotos correm direto em sua direção. HANK - Preparem-se... Os garotos e Uni chegam na borda do brejo. HANK - Agora! Espalhem-se! Eles correm cada um para um lado, correndo ao longo das bordas do brejo, ao mesmo tempo em que a inércia da hydra a leva direto para o atoleiro. Sibilando, a hydra cai no brejo com um grande "splash"! Lama e limo são arremessados pra todos os lados. A hydra afunda no brejo, debatendo-se inutilmente, suas cabeças arremetendo e se tor- 23 cendo futilmente enquanto ruge e sibila raivosamente. Os garotos se reagrupam na borda do brejo, fora do alcance da hydra. Eles estão exaustos, sujos de lama, sem fôlego. Presto
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