Empreendedorismo
ham em reconhecer que não sabem.
8. Senso de independência
Um caso extremo e severo de independência pode limitar a atuação do
empreendedor, pois, ele pensa que é capaz de realizar todas as coisas por ele
mesmo, sem haver a participação e ajuda das outras pessoas.
El-Namaki é outro autor que, acredita que há também alguns aspectos e
características comportamentais que representam um problema para o sucesso do
novo empreendimento.
Este autor assinala que muitas vezes as demandas da função empreendedora como
a necessidade de êxito, criatividade, perseverança, imaginação, dinamismo etc,
favorecem o surgimento de empreendedores com personalidades peculiares que
podem prejudicar o desempenho do novo empreendimento. Estas características
tornam os empreendedores pessoas difíceis de trabalhar em grupo e de serem
liderados, apresentando dificuldades em adaptar-se à estruturas rígidas. De acordo
com isto, encontram dificuldades para trabalhar com os outros em situações
estruturadas e somente as toleram quando eles mesmo a criaram a seu modo.
Ademais, mantém uma grande desconfiança do mundo que os rodeia. E por fim, tem
um forte desejo de serem reconhecidos, de serem vistos como herói, com respeito e
admiração.
Este corrente interesse na compreensão dos aspectos comportamentais
relacionados ao sucesso de empreendimentos é bastante aproprido, pois, cada vez
mais constata-se que, além de habilidades técnicas como planejamento do negócio,
análise de conteúdo financeiro, exploração de emissões legais e muitos outros, o
empreendedor deve também saber gerenciar a si mesmo.
Como o presente trabalho objetiva estudar o comportamento, relaciona-se a seguir
algumas abordagens de psicologia que ajudam na compreensão deste fenômeno.
CAPÍTULO III
3 - ESCOLAS PSICOLÓGICAS
Os conhecimentos em psicologia visam explicar o comportamento humano e seu
funcionamento mental. Estes por sua vez são reunidos em um corpo
sistematicamente ordenado e unificado de pressupostos, denominados de escolas
ou teorias psicológicas.
A psicologia como ciência não é caracterizada por uma única forma. Os estudiosos
desta ciência dificilmente seguem pressupostos específicos, discordam em alguns
pontos filósoficos fundamentais e abordam a psicologia de modos claramente
distintos.
O objetivo deste capítulo é apresentar suscintamente as principais teorias em
psicologia que abordam os aspectos relacionados ao comportamento humano.
3.1 - BEHAVIORISMO OU COMPORTAMENTALISMO
Behaviorismo é uma abordagem psicológica que vislumbra o comportamento animal
e humano apenas como reações observáveis de forma direta, enfatizando a
aplicação rigorosa do método científico ao estudo dos fenômenos psicológicos.
O Behaviorismo teve com marco inicial um artigo publicado pelo americano John B.
Watson (1878-1958) em 1913, intitulado Psychology as the Behaviorist Views it.
Neste trabalho inicial Watson afirmou: ¨A psicologia da maneira como é vista pelos
behavioristas, constitui um ramo puramente objetivo da Ciência Natural. Seu objetivo
teórico é a predição e o controle do comportamento. A introspecção não é parte
essencial de seus métodos... O Behaviorista, em seus esforços para conseguir um
esquema unitário da resposta animal, não reconhece uma linha divisória entre o
homem e o besta¨.
Segundo Watson, não existe algo chamado de consciência. Toda aprendizagem
depende do meio externo. Sendo assim, toda atividade humana é condicionada e
condicionável em decorrência da variação na constituição genética. Não havendo
necessidade alguma de mencionar a vida psíquica ou a consciência.
À medida que Watson postulava o comportamento como objeto da psicologia, dava
a esta ciência a consistência que os psicólogos da época vinham buscando.
Um objeto observável, mensurável, que podia ser reproduzido em diferentes
condições e em diferentes sujeitos. Essas características eram fundamentais para
que
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