Empreendedorismo
o de criação de
empresas de pequena dimensão e a figura do empreendedor. Portanto, há uma
grande necessidade de aprimoramento de fundamentos conceituais para a
descrição e a mensuração das variáveis relativas ao comportamento do
empreendedor e o processo de criação de empresas.
A inexistência de estudos a respeito, acaba impossibilitando o planejamento de
possíveis alternativas concretas de ação, que poderiam vir a ser desenvolvidas
neste campo. Uma das justificativas da realização deste estudo reside na
possibilidade de coletar informações ordenadas e sistematizadas.
Por meio da sistematização de informações sobre a figura do empreendedor, sobre
as relações entre seus aspectos comportamentais e o processo de criação de
empresas de pequena dimensão, será possível constituir ferramentas para apoiar o
desenvolvimento desse setor.
1.3 - METODOLOGIA
A primeira etapa do trabalho consistiu no levantamento de subsídios teóricos, junto à
bibliografia, sobre as teorias psicológicas que abordam o comportamento humano e
também sobre o empreendedor.
A segunda fase do trabalho foi a elaboração de um modelo conceitual que explique
o comportamento humano de forma genérica e, a partir deste, descrever quais
características comportamentais diferenciam os empreendedores de sucesso.
A terceira fase foi a realização da pesquisa de campo para, validar o modelo
conceitual.
Por último foram realizadas as conclusões e considerações do trabalho.
1.4 - ESTRUTURA DO TRABALHO
O trabalho é organizado em seis capítulos. O primeiro define os objetivos do estudo
e os aspectos que justificam a realização do mesmo.
No segundo capítulo apresenta-se uma revisão da literatura sobre os principais
estudos e pesquisas realizados sobre o perfil do empreendedor.
No terceiro capítulo faz-se um apanhado geral sobre as principais escolas de
psicologia que abordam o comportamento humano.
No quarto capítulo, apresenta-se o modelo conceitual associado a criação de
empresas de pequena dimensão, ressaltando-se os fundamentos teóricos,
metodológicos e científicos necessários a adequada compreensão das
características dos empreendedores.
No capítulo cinco descreve-se a pesquisa de campo, citando o tipo de pesquisa,
composição da amostra, metodologia de coleta de dados, resultados, limitação,
entre outros.
No capítulo seis são apresentadas as principais conclusões do trabalho e as
contribuições para futuros estudos.
CAPÍTULO II
2 - O EMPREENDEDOR
Nos estudos e pesquisas realizados sobre o fenômeno do empreendedorismo
observa-se que não há consenso entre os estudiosos e pesquisadores a respeito da
exata definição do conceito de empreendedor. Segundo alguns autores, as
dificuldades encontradas para o estabelecimento desta conceituação são
decorrentes de concepções errôneas postuladas principalmente pela mídia e o
senso comum que, obscurecem e distorcem alguns conceitos.
Sendo assim, torna-se necessário estabelecer uma definição objetiva para que se
possa desenvolver pesquisas metodológicas mais precisas a respeito.
A palavra empreendedor foi utilizada pela primeira vez na língua francesa no início
do século XVI, para designar os homens envolvidos na coordenação de operações
militares.
Mais tarde, por volta de 1765 o termo começou a ser utilizado na França para
designar aquelas pessoas que se associavam com proprietários de terras e
trabalhadores assalariados.
Contudo, este termo era utilizado também nessa época, para denominar outros
aventureiros tais como construtores de pontes, empreiteiros de estradas ou
arquitetos.
Mais tarde, por volta de 1800 o economista francês Jean Batist Say utilizou
novamente o termo empreendedor em seu livro Tratado de Economia Política. O
empreendedor definiu Say é o responsável por "reunir todos os fatores de
produção... e descobrir no valor dos produtos... a reorganização de todo capital que
ele emprega, o
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