O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO
nte, por si mesma.
Não de trata de aprendizagem "só do pescoço para cima". É um tipo de aprendizagem "em nível
visceral", profunda e impreganante. Pode ocorrer, também, na descoberta experimental de uma nova
idéia autogerada ou na aprendizagem de uma habilidade difícil ou no ato de criação artística - um
quadro, um poema, uma escultura. É toda a pessoa que se vê empenhada nessas aprendizagens
criativas. Elemento importante em tais situações é que o abandonar em face de aprendizagem mais
profunda, sem ter de apelar para alguma autoridade que lhe corrobore o julgamento a respeito.
9. A independência, a criatividade e a autoconfiança são facilitadores, quando a autocrítica e a
auto-apreciação são básicas e a avaliação feita por outros tem importância secundária. As melhores
organizações de pesquisa, tanto na indústria quanto no mundo acadêmico, chegaram à conclusão de
que a criatividade desabrocha numa atmosfera de liberdade. A avaliação externa é totalmente
infrutífera se a finalidade é um trabalho de criação. Os pais sensatos aprenderam essa mesma lição.
Se uma criança deve crescer e tornar-se independente e autoconfiante, é preciso proporcionar-lhe
oportunidades, desde os primeiros anos de vida, tanto de fazer os seus próprios juízos e escolhas.
Os pais podem oferecer informação e modelos de comportamento, mas é a criança em
desenvolvimento e o adolescente que devem avaliar seus próprios comportamentos, chegar a
conclusões próprias, decidir quanto aos padrões que lhes sejam apropriados. A crença ou o
adolescente que, tanto nas escola quanto no lar, vivem na dependência das avaliações dos outros,
ficarão, é provável, permanentemente dependentes e imaturos, ou se rebelarão, explosivamente,
contra todas as apreciações e juízos externos.
10. A aprendizagem socialmente mais útil, no mundo moderno, é a do próprio processo de
aprendizagem, uma contínua abertura à experiência e à incorporação, dentro de si mesmo, do
processo de mudança. Acentuamos, nos capítulos anteriores, que uma espécie de aprendizagem
estática, de informação, foi bem adequada em épocas anteriores. Se a nossa cultura atual sobrevive
é porque fomos capazes de desenvolver pessoas para as quais a mudança é o fato central da vida, e
que têm podido conviver, satisfatoriamente, com esse fato central. Quer dizer que tais pessoas, não
se preocuparão, como tantas hoje se preocupam, com o fato de que a aprendizagem que receberam
é inadequada para habilitá-las a superar situações correntes. Achar-se-ão, ao contrário, na tranqüila
expectativa de que será continuamente necessário incorporar novas e desafiadoras aprendizagens
sobre situações em mutação incessante.
Expusemos, suficientemente, nos capítulos anteriores, vários métodos de facilitar a
aprendizagem e várias qualidades de que se deve revestir o facilitador, donde não ser necessário
apresentar aqui mais que um brevíssimo sumário do que se pode abstrair do tema em pauta.
1. O facilitador tem muito a ver com o estabelecimento da disposição inicial ou o clima do grupo
ou da experiência em aula. Se a sua filosofia básica é a da confiança no grupo e nos indivíduos que o
compõem, esse ponto de vista será comunicado de muitas maneiras sutis.
2. O facilitador ajuda a trazer à tona e a elucidar tanto os propósitos individuais, na classe,
quanto os mais gerais do grupo. Se não teme aceitar intenções contraditórias e metas em conflito, se
se capacita a permitir que os indivíduos, com senso de liberdade, afirmem o que estariam dispostos a
fazer, ajudará a criar um clima para a aprendizagem. Não lhe é necessário tentar a manufatura de um
propósito unificado, no grupo, se neste não existe objetivo único. Pose permitir a existência de
diversidade de propósitos, contraditórios e complementares, no relacionamento de uns com os
outros.
3. Conta com o desejo do aluno de realizar os propósitos que têm sentido, para cada um, como
força de motivação subjacente à aprendizagem sig
» leia todas as notícias
Dolar/ Moedas/ Bolsas/ Juros