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Quem tem a vontade firme modela o mundo a seu bel-prazer. A força que vosso espírito exerce sobre o corpo é maravilhosa. Seja, portanto, o espírito, o seu senhor.

-- Antonio Paiva Rodrigues


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O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO


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ossível a
aceitação de atitudes que diferem intensamente das suas próprias. Mostrar-se-á incapaz de
compreender alguns dos sentimentos dos alunos nitidamente diversos dos seus. Ficará irritado e
ressentido com atitudes do aluno para com ele e se zangará diante de certos comportamentos.
Verificará que se sente duramente crítico e avaliador. Quando tiver a experiência de atitudes que não
levem a facilitar a aprendizagem, fará um esforço para captá-las, para se tornar nitidamente cônscio
de que elas ocorrem e as exprimirá tais como existem no seu interior. Se der expressão e tais
irritações, tais juízos, tais desconfianças, tais dúvidas sobre os outros e sobre si mesmo, como algo
que lhe vem do íntimo, não como fatos objetivos de realidade exterior, irá deparar com a atmosfera
purificada para um intercâmbio significativo entre si e seus alunos. Tal intercâmbio abrirá um longo
caminho para a determinação das verdadeiras atitudes que tem assumido e experimentado,
possibilitando-lhe vir a ser um melhor facilitador de aprendizagem.


Conclusão

Espero que o presente capítulo tenha proporcionado uma visão do esboço de hipóteses e
princípios subjacentes às práticas e aos métodos das pessoas e dos grupos cuja experiência foi
exposta nos primeiros capítulos.



CONSTRUIR O SABER

No passado, impérios se construíram sustentados por uma educação universal. No futuro,
países vão se atolar por falta dela. O Brasil de ontem e hoje não conserta sua educação porque
faz escola para empreiteiros, não para o aluno. Cuidado, diz o físico carioca.


Neste fim de século XX, depois de perder todas a oportunidades históricas anteriores, o Brasil
precisa mais do que nunca tratar a educação básica como investimento indispensável a qualquer país
que pretenda um lugar no mundo moderno. Porque nunca a educação foi tão decisiva para construir
uma economia próspera e uma democracia participativa, fundada no pacto dos cidadãos. A
informática e a automação criaram um cenário de competição internacional em que, tanto para os
produtores de tecnologia como para seus consumidores, se exige cada vez mais competência
cognitiva de nações inteiras. Elas sepultaram o axioma marxista de que o avanço da tecnologia
desqualificaria a mão-de-obra.

Aconteceu o contrário. As formas de produção pedem trabalhadores com habilidades técnicas
superiores à medida que, promovida a fator essencial da competitividade, a inovação tecnológica sai
dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para o chão das fábricas.

Também a velocidade na mudança de produtos e na maneira de fazê-los ameaça a supremacia
das grandes empresas em favor das pequenas, ágeis e versáteis. Cai o valor das matérias-primas e
da energia. Aumenta o do trabalho. Esfarelam-se as vantagens dos países de modelos econômicos
baseados no uso intensivo de mão-de-obra barata e não qualificada, no uso predatório de matérias-
primas abundantes.

Neste mundo novo, a sobrevivência econômica está ligada, como jamais esteve, à competência
da mão-de-obra e até dos consumidores - portanto, de populações inteiras. A educação fundamental
- quer dizer, o ensino universalizado e eficaz do idioma, da matemática, das ciências - virou condição
prevalente do desenvolvimento econômico.

Mudou o paradigma produtivo no planeta. Contra ele, táticas puramente defensivas, como as
reservas de mercado, seja para produtos industrializados, seja para a mão-de-obra nacional, só iriam
atrasar ainda mais, pelo isolamento, as possibilidades de inserção na economia mundial, em que o
capital vai se internacionalizando rapidamente. A tentação de desenvolvimento endógeno não faz
mais o menor sentido.

Deixar-se ficar para trás não é opção razoável. Com o capital internacionalizado, a escolha de
onde aplicá-lo dependerá mais do perfil educacional de um povo do que dos velhos fatores geo-
políticos. A desqualificação educacional servirá apenas para habilitar u país a trair empreendimentos


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“Qualquer um pode zangar-se- isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa- não é fácil”

-- (Aristóteles).


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