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Quem tem a vontade firme modela o mundo a seu bel-prazer. A força que vosso espírito exerce sobre o corpo é maravilhosa. Seja, portanto, o espírito, o seu senhor.

-- Antonio Paiva Rodrigues


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O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO


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render a data da independência do Brasil e outra, bem diferente, é entender o processo
desse acontecimento e todas as suas implicações. A assimilação do produto encerra-se em si
mesma, é isso e acabou; o entendimento do processo capacita-nos a enfrentar outras situações, a
resolver outros problemas, a analisar outros fatos históricos.

Mas a coisa não é tão simples como pode parecer. O próprio professor de Didática, muitas
vezes, ensina formalmente que a educação deve ser encarada como, processo, mas o faz
transmitindo tal informação como um produto pronto e acabado. Isto é: informalmente ensina, em sua
prática escolar, que a educação é um produto, pois é esta a forma como a encara em seu exercício
profissional. É precioso, portanto, que haja coerência e que a própria superioridade de educação
como processo, e tudo o mais que se ensina na escola, não seja fornecida como um produto pronto,
mas que o aluno seja a ela conduzido mediante o próprio processo educacional, na prática cotidiana
da sala de aula.

Contudo, se todo produto resulta de um processo, e se o domínio desde é de alto valor
educativo, não é menos verdade que todo processo deve levar a um produto. Ou seja: o processo de
dedução de uma fórmula conduz a um produto, que é a própria fórmula; o processo de independência
leva a um produto, que é a própria independência. A conclusão a que se chega, portanto, é a de que
o processo e o produto de conhecimento coexistem na educação, um não existe sobre o outro e
ambos são importantes.

Educação Certa X Educação Errada

Guimarães Rosa expressou magistralmente esta característica da educação brasileira - o
maniqueísmo - que divide o mundo em doas partes: a certa e a errada, a boa e ruim: "Que isso foi o
que sempre invocou, o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o ruim ruim, que dum lado
esteja o preto e do outro o branco, que o feio fique bem apartado do bonito e a alegria longe da
tristeza. Quero os todos pastos demarcados... Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata
no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo
é muito misturado..." (ROSA, J. Guimarães. Grande sertão: veredas. 16. Ed., Rio de Janeiro, Nova
Fronteira, 1984, p. 207.)

Trata-se de um moralismo autoritário que continua impregnando nossa educação, agora sim de
maneira formal e informal e como conteúdo e processo. Mas é um moralismo com endereço certo,
que identifica o bom com os valores burgueses, que contribuem para preservar o poder da burguesia:
o poder econômico camuflado em mérito e capacidade; o espírito pacífico e ordeiro encobrindo a
violência como única alternativa dos marginalizados; a ascensão social como sonho a entorpecer a
luta dos trabalhadores; a crença na felicidade eterna como meio a estimular a renúncia a esta vida; a
pobreza como sendo em estado de espírito, pois "o dinheiro não traz a felicidade"; e assim por diante.

Mais do que nunca é preciso recuperar a noção de homem como ser integral, espírito e corpo
formando uma unidade individual, um ser em formação permanente, que engloba as contradições
deste mundo. Somos todos feitos do mesmo pó e caminhamos todos para o mesmo fim, sujeitos aos
tropeços que atingem habitável, cabe à educação papel importante na disseminação da idéia de que
esse mundo só será possível mediante o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, em
qualquer circunstância em que ela se encontre.

A escola pode não prestar-se à classificação dos indivíduos bons e maus, sábios e ignorantes,
e outros rótulos. Cabe-lhe, isto sim, servir à sua realização humana, individual e social.



Educação Como Meio X Educação Como Fim

Há educadores que atribuem exclusiva ou exagerada predominância aos meios. Cheiros de
cuidados em relação aos recursos - materiais e humanos - e aos métodos de ensino, esquecem-se
da finalidade para a qual, consciente ou inconscientemente, estão conduzindo os educandos.


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“Qualquer um pode zangar-se- isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa- não é fácil”

-- (Aristóteles).


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