O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO
Preocupados com os mínimos detalhes exteriores do processo - maneira de falar e de escrever,
limpeza, ordem, preocupação e a concepção de educação e de homem que por trás dela se esconde.
Na verdade, todo e qualquer processo educacional leva a um fim, conduz à formação de um ser
humano que tem uma teoria e uma prática social determinada, tenha ou não o educador consciência
disso.
Outros enfatizam os fins. Frases do tipo "utilizado por um bom educador qualquer método
funciona" e "o bom educador não precisa de recursos, basta-se a si mesmo" são ouvidas
freqüentemente. Entre os que privilegiam os fins há ainda aqueles que são avessos a qualquer
planejamento, descambando muitas vezes para o doutrinação pura e simples, procurando inculcar
seus próprios conceitos e preconceitos e inibindo todo e qualquer pluralismo, que é essencial ao
processo educativo. Existem, também, os que se perdem em intermináveis e abstratas discussões
acerca da educação e de suas finalidades, sim que as mesmas tenham qualquer repercussão em seu
exercício profissional como educadores.
A discussão em foco não tem fim. Acredito mais: a excessiva importância que a ela se dá é
prejudicial ao próprio processo educacional e ao entendimento do que ele seja. Importa, isto sim,
darmos mais atenção a outra questão, esta de caráter verdadeiramente fundamental: como integrar
os meios e os fins na atividade educativa? Pois, desta integração, não meramente teórica e abstrata,
mas ao mesmo tempo prática e concreta, é que depende o sucesso da educação. Não o sucesso em
temos de se atingirem, simplesmente, os objetivos previamente traçados. Mas o sucesso quanto à
possibilidade , inclusive, de se analisarem estes mesmos objetivos, com vistas à realização humana,
individual e social, de educadores e educandos.
É preciso tomar consciência de que determinados meios levam a certos fins, que nem sempre
são os que o educador tem em mente, e que certos fins pressupõem determinados meios. Assim
sendo, não conseguiremos construir uma escola democrática utilizando meios antidemocráticos; não
podemos preparar o educando para "o exercício consciente de cidadania", se não criarmos na escola
oportunidades concretas para tanto.
Educação Como Prática Individual X Educação Como Prática Coletiva
A oposição entre prática individual e prática coletiva no processo educacional é outra das tantas
falácias que desviam os educadores de seu verdadeiro trabalho, que é a educação. Não há com
supervalorizar o indivíduo ou a sociedade, em prejuízo de um ou de outro pólo da dicotomia. Os que
assim procedem estão descaracterizando o processo educativo, que só se realiza mediante a
composição dos mesmos, pois há uma intercomplementariedade entre ambos: o social não existe
sem o individual e vice-versa.
O homem é um ser social, é o social que lhe fornece a especificidade, já escreveu Aristóteles
há cerca de 2500 anos. E Piaget, no século XX, diria que a reflexão é uma discussão que se tem
condigo mesmo, "uma conduta social de discussão interiorizada", ao passo que a "discussão
socializada é apenas uma reflexão exteriorizada".
O processo educacional pode ter início tanto no indivíduo - a curiosidade acerca de um
fenômeno, por exemplo - quanto na sociedade acerca de um fenômeno, por exemplo - quanto na
sociedade, como seria no caso da transmissão de alguma informação por iniciativa de alguém ou de
alguma instituição. Mas, seja qual for o ponto de partida, o processo só se completa no outro pólo:
quando se inicia o indivíduo vai completar-se no sociedade que fornecerá ou não os elementos para a
satisfação da curiosidade; quando se inicia fora do indivíduo, é nele que vai concluir, na medida em
que aprenderá ou não a informação oferecida.
Melhor dizendo, o processo não tem fim, é constante, pois uma curiosidade satisfeita produz a
busca de novos conhecimentos, sempre mais completos, e a informação aprendida leva à
necessidade de novas i
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