O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO
nformações.
É na itegração equilibrada entre o individual e o social - que busca a superação tanto do
individualismo exacerbado, que desconhece o social, quanto do aniquilamento das potencialidades
individuais por imposição externa - que se realizam a autêntica educação e própria vida humana em
sua verdadeiro sentido.
Por extensão, as instituições educativas - a família, a escola e outras - não podem fechar-se em
si mesmas, sob pena de prejudicarem a educação e o desenvolvimento do indivíduo, mas devem
abre-se ao mundo circundante, estabelecendo com ele uma comunicação permanente. Somente
dessa maneira poderão tais instituições acompanhar criticamente a evolução da sociedade,
adaptando-se a suas mudanças, influindo, ao mesmo tempo, na orientação das mesmas. Indivíduo e
escola e escola e sociedade não são entidades estanques que se desconhecem, mas dinâmicas, cujo
desenvolvimento depende das relações que mantêm entre si.
Educação Autoritária X Educação Democrática
Há que distinguir entre autoridade e autoritarismo. A primeira não deixa de ser fundamental ao
processo educacional, pois é sobre a autoridade do mestre - fundada em sua experiência, em seu
conhecimento e em sua competência - que o mesmo repousa. Já o seu grupo trata-se de uma
excrescência, de uma usurpação arbitrária do poder, que pretende fundar o processo educativo na
imposição pura e simples de um ponto de vista, mais do que uma "verdade" científica, de um
estereótipo comportamental, mais do que de uma orientação aberta e pluralista.
A democracia, por seu turno, não exclui a autoridade. Antes pelo contrário: só existe
democracia quando coexistem autoridade e liberdade, pois a verdadeira autoridade e liberdade, pois
a verdadeira autoridade assenta na liberdade que têm os indivíduos de, em face de várias opções,
escolherem o caminho que lhes parece, no momento, o mais acertado, que lhes permita, no seu
entender, a realização pessoal e social que buscam concretizar.
A democracia é uma conquista de humanidade, que importa conservarmos e aperfeiçoarmos
constantemente. É o único sistema que permite nosso desenvolvimento como pessoas autônomas,
em todos os sentidos, isto é, como sueltos de nossa própria história.
Cabe a escola contribuir com sua parcela de responsabilidade nessa tarefa comum. Não
apenas como preleções sobre a democracia e sua importância para a humanidade, mas, sobretudo,
com a implementação de práticas democráticas no cotidiano escolar. Tanto na administração externa
e interna da escola quanto no trabalho especificamente pedagógico, que é a atividade docente
desenvolvida em sala de aula. É aqui que parece estar o fulcro da questão: muitas vezes não há
dificuldades em ser democrata no atacado, no abstrato das tardes discussões, nas questões
meramente teóricas; o difícil está em praticar a democracia no varejo da sala de aula, no concreto da
relação professor-aluno, no ensino propriamente dito.
E á para a prática da democracia que os professores devem preparar-se constantemente, pois
é nela que se conhecem os verdadeiros educadores. De que maneira? Não há melhor método que o
exercício permanente da democracia. Tratar-se, aqui também, de um processo que vai se
construindo aos poucos, na exata medida em que vai sendo vivenciando pela população escolar.
Educação Opressora X Educação Libertadora
Toda educação é, em si mesma, opressora. A passagem do ser individual ao ser social não se
fez sem um preço. E este preço é o controle sobre tendências egoístas e individuais exacerbadas.
Controle que, de predominantemente externo, torna-se cada vez mais interno, com o decorre do
processo educacional. E que exige uma grande força de vontade, capaz de conduzir o indivíduo a
maneiras de sentir, pensar e agir que se coadunem com uma percepção global da sociedade, que,
por sua vez, ultrapassa percepções meramente particularistas.
É exatamente nesse processo que se pode dar o salto para a l
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