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Quem tem a vontade firme modela o mundo a seu bel-prazer. A força que vosso espírito exerce sobre o corpo é maravilhosa. Seja, portanto, o espírito, o seu senhor.

-- Antonio Paiva Rodrigues


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O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO


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como é, entra em relação com o aprendiz, sem
ostentar certa aparência ou fachada, tem muito mais probabilidade de ser eficiente, isto significa que
os sentimentos que experimenta estão a seu alcance, estão disponíveis ao seu conhecimento, que
ele é capaz de vivê-los, de fazer deles algo de si, e, eventualmente, de comunicá-los. Significa que se
encaminha para um encontro pessoal direto com o aprendiz, encontrando-se com ele na base de
pessoa-a-pessoa. Significa que está sendo ele próprio, que não se está negando.

Considerando desse ponto de vista, sugere-se que o professor pode ser uma pessoa real, nos
contatos com seus alunos. Será entusiasta ou entediado, interessado nos alunos ou irritado, será
receptivo e simpático. Se aceita tais sentimentos como seus, não precisa impô-los aos alunos. Pode
gostar ou não do trabalho do estudante, sem que isso implique ser, objetivamente, bom ou mau
professor, ou que o estudante seja bom ou mau. Simplesmente diz o que pensa do trabalho,
sentimento que existe no seu interior. É, assim, para seus alunos, uma pessoa, não a corporificação,
sem feições reconhecíveis, de uma exigência curricular, ou o canal estéril através do qual o
conhecimento passa de uma geração à outra.

É obvio que essa postura atitudinal, eficaz em Psicoterapia, se contraste, nitidamente, com a
tendência da maioria dos professores de se mostrarem aos seus alunos simplesmente como quem
exerce uma função. É usual, entre professores, mascararem-se, até conscientemente, adotarem o
papel, a fachada de que se faz de professor, e usarem o disfarce todo o dia, só o tirando, à tardinha,
quando saem da escola.

Mas nem todos os professores são assim. Veja-se o exemplo de Sylvia Ashton-Warner, que se
encarregou de crianças refratárias, supostamente lentas para aprender, da escola primária de Maori,
na Nova Zelândia. Deixou que elas desenvolvessem, por sí mesmas, o vocábulo para leitura. Dia a
dia, cada criança podia pedir à professora uma palavra - e ele imprimia num cartão que passava para
o aluno. "Beijo", "fantasma", "bomba", "tigre", "luta", "amor", "papai" - eis algumas amostras. Daí a
pouco, as crianças estavam redigindo frases, que iam guardando - "ele tomará uma surra", "o gatinho
está assustado". As crianças simplesmente nunca se esqueciam dessa aprendizagem auto-iniciada.
Mas não é meu propósito falar-lhe dos métodos daquela professora. Quero apenas dar-lhes um
vislumbre da sua atitude, da apaixonante autenticidade que deve ter sido tão evidente para seu
pequenos alunos como para seus leitores. Um jornalista fez-lhe algumas perguntas, a que respondeu:
"Você me pede que lhe dê notícia de alguns fatos indiferentes, ... Não sei de nada indiferente para
mim, ou de indiferente nessa matéria, sobre esse assunto particular. Só deparei com fatos
apaixonantes no que toca ao Ensino Criativo, ardentes tanto para os alunos quanto para mim."
(Ashton-Warner, 1963, p.26).

Eis o contrário de uma fachada estéril. Eis uma pessoa viva, com convicção, com sentimentos.
Foi sua transparente autenticidade, estou certo, um dos elementos que dela fizeram uma facilitadora
de aprendizagem. Não se adaptou a um puro formalismo educacional. Ela é, e ou alunos progrediram
porque estavam em contato com alguém que, real e abertamente, é.

Veja-se outra pessoa, muito diferente, Barbara Shiel, cujo trabalho fascinante para facilitar a
aprendizagem numa turma de sexta série descrevemos anteriormente. Proporcionou a sus alunos
grande dose de liberdade responsável e mencionarei mais tarde alguns aspectos das rações de seus
alunos. Eis aqui, entretanto, um exemplo do modo como seus alunos, partilhando com eles não
apenas sentimentos de doçura e suavidade mas também de irritação e de frustração. Pôs-lhes à


disposição, livremente, material de arte, e os estudantes dele se utilizaram, muitas vezes, de forma
criativa, mas a sala de aula, não raro, parecia uma imagem do caos. Assim descreve ela os
sentimentos q


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“Qualquer um pode zangar-se- isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa- não é fácil”

-- (Aristóteles).


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