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Quem tem a vontade firme modela o mundo a seu bel-prazer. A força que vosso espírito exerce sobre o corpo é maravilhosa. Seja, portanto, o espírito, o seu senhor.

-- Antonio Paiva Rodrigues


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O RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMPLETO


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que tais atitudes não
passavam de disfarces. Um dos alunos da Dra. Bull escreve:

Em vez de observar os meus colegas, durante as primeiras semanas, concentrei
minha atenção sobre a senhora, Dra. Bull. Tentei figurar-me suas motivações e
propósitos. Convenci-me de que a senhora era uma hipócrita... Entretanto, mudei minha
opinião. A senhora não é, de modo algum, uma hipócrita. ...Gostaria muito se o curso
continuasse. "Deixe-se cada um vir a ser tudo que é capas de ser." (Bull, 1966).

Estou certo de esses exemplos são mais do que suficientes para mostrar que o facilitador que
cuida, que preza, que confia no aprendiz, cria um clima de aprendizagem tão diferente do que uma
sala de aula usual, que qualquer semelhança é "mera coincidência".

Compreensão Empática

Elemento ulterior, que estabelece clima de aprendizagem auto-iniciada, experiencial, é a
compreensão empática. Quando o professor tem a habilidade de compreender as reações íntimas do
aluno, quando tem a percepção sensível do modo como o aluno vê o processo de aprendizagem
significativa.

Essa espécie de compreensão é nitidamente diferente de que se verifica na compreensão
avaliativa usual segundo o modelo: "compreendendo o que há de errado com você ". Quando há
empatia sensível, ao contrário, a reação do aprendiz obedece a um padrão que se exprimiria assim:
"até que enfim alguém compreende o que eu sou e o que pareço ser sem querer analisar-me ou
julgar-me. Agora, posso desabrochar, crescer e aprender.

A atitude de estar na situação do outro, de ver pelos olhos do aluno, quase não se encontra
numa sala de aula. Pode-se dar atenção a centenas de interações que usualmente ocorrem numa
sala de aula, sem deparar com uma instância de compreensão empática, claramente comunicada,
sensivelmente exata. Mas quando essa ocorre, verifica-se um enorme efeito de libertação.

Vejamos um esclarecimento de Virginia Axline, no trato com um aluno do segundo ano. Jay, de
7 anos de idade, era agressivo, turbulento, preguiçoso para falar e para aprender. Por conta das suas
"diabruras", foi levado ao diretor, que o castigou, sim o conhecimento da senhorita Axline. Durante um
período de trabalho livre, Jay fez um boneco de barro, com todo o cuidado, pôs-lhe um chapéu na
cabeça e um lenço no bolse. "Quem é este?" perguntou-lhe a senhorita Axline. "Não sei", retrucou o
menino. "Parece-se com o diretor. Ele usa um lenço no bolso igual a esse." Jay olhou com raiva para
o boneco: "Sim", disse. E começou a esmigalhar-lhe a cabeça, observando-o e sorrindo. A senhorita
Axline disse: "Você se sente como se estivesse torcendo o pescoço dele, não é? Você está furioso
com ele." Jay arrancou um braço do boneco, depois o outro, depois bateu nele com a mão fechada,
até reduzi-lo a uma massa disforme. Outro garoto, com sua percepção de criança, explicou: "Jay está
furioso como senhor X, porque apanhou dele, esta tarde." "Então agora, você vai sentir-se muito
melhor, não é?" comentou a senhorita Axline. Jay deu um sorriso largo e começou a "reconstruir" o
Sr. X. (Adaptado de V. Axline, 1944).

Outros exemplos citados mostram como os alunos ficam profundamente reconhecidos ao
serem compreendidos - não avaliados, nem julgados, compreendidos simplesmente do seu, não do
ponto de vista do professor. Se qualquer professor tomar para si a tarefa de empenhar-se em dar
uma resposta empática, não-avaliativa, mas de aceitação, por dia, aos sentimentos demonstrados ou
verbalizados pelos alunos, creio que descobriria o potencial desse tipo de compreensão, de ordinário,
quase inexistente.


QUAIS AS BASES DAS ATITUDES DE FACILITAÇÃO?

Uma Perplexidade

É natural que nem sempre se assumam as atitudes que acabamos de descrever. Alguns
professores levantam o problema: "Mas se não me sinto empático, se, em dado momento, não tenho
apreço, nem receptividade ou estima pelos meus alunos! Que ocorrerá?" Respondendo que a
autenticidade é a mais importante das ati


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“Qualquer um pode zangar-se- isto é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa- não é fácil”

-- (Aristóteles).


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